O estado de espírito consciente em um novo ano

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Através dos olhos de uma criança, um “Mar” de “consciência” pode surgir.

E desse Mar a paz que leva ao infinito. Ao conhecimento de si mesmo…

Grandes mestres do passado atingiram uma compreensão profunda da vida. Não porque tiveram um árduo treinamento intelectual, mas porque abandonaram todas as falsas concepções sobre a realidade e transcenderam os limites da mente comum. Da experiência da vida em sua originalidade e espontaneidade surgiu o Chán.

Desde o nosso nascimento, aprendemos a interpretar os acontecimentos, a identificar os seres e objetos através de noções comparativas. Supomos o claro quando verificamos o escuro, descobrimos o “eu” quando admitimos o “outro”. A partir da definição de referenciais, desenvolvemos nosso conhecimento do mundo, baseados em nossas próprias conclusões mentais. Por serem pessoais e subjetivas, essas noções não podem ser consideradas verdades absolutas. Não podemos dizer onde termina o claro e começa o escuro, pois os opostos fazem parte do mesmo princípio. A concepção de um ou de outro é uma questão de interpretação.

Esse princípio é observado em todos os fenômenos no universo, onde nada possui uma realidade absoluta e imutável. Tudo é relativo e depende do olhar do observador. Essa falta de substancialidade real, ou seja, a vacuidade dos fenômenos, é conhecida nas tradições budistas como sunyata. Mais um reconhecimento das características transitórias do universo do que propriamente a nulidade de sua existência, o conceito do sunyata abre a nossa mente para um campo além do entendimento comum e intelectual. Ele nos atenta para o fato de o que chamamos de real ser uma idéia suposta e dependente de um referencial. Aquilo que existe, ao mesmo tempo não existe e esse entendimento não pode ser alcançado se não superarmos a lógica materialista.

Os meios para se experimentar essa consciência dependem principalmente da prática da meditação. Procura-se atingir um estado elevado de consciência, a não-mente, onde percebe-se a natureza subjetiva da mente comum. Nesse estado, não há identidade, pois a mente se une à grande mente (bodhicitta) e as distinções deixam de existir. É o estado do samadhi.(Um estado de “Observador Consciente”!)

Um feliz 2015!

Neil Gaiman & conselhos para novos escritores.

Neil Richard Gaiman, tendo posteriormente adotado o nome de Neil Richard MacKinnon Gaiman (PortchesterInglaterra,10 de novembro de 1960) é um autor de romances e quadrinhos britânico nascido na Inglaterra.

Entre suas obras em prosa estão “Deuses Americanos” e “Belas Maldições”, a segunda em parceria com Terry Pratchett; e sua criação quadrinística mais conhecida é Sandman, que tem como personagens principais Sandman, a personificação antropomórfica do Sonho, também é conhecido como Morpheus, numa referência à mitologia grega e seus irmãos, Morte, Destino, Delírio, Desejo, Desespero e Destruição.

As capas da revista foram desenhadas pelo parceiro artístico e amigo de Neil Gaiman, Dave McKean (com quem trabalhou em outras histórias em quadrinhos como Violent Cases, Orquídea Negra e Mr. Punch). Em seus trabalhos cinematográficos, encontramos “Mirrormask”, seu filme ao lado de Dave McKean e a Jimmy Hensons Company, estreou em Maio de 2005 nos cinemas e “Neverwhere” mini série para televisão que escreveu, e é exibido pela BBC inglesa. Em 2007, entrou em cartaz a animação Beowulf, co-roteirizada por ele, além do longa de Stardust, uma de suas mais aclamadas obras, realizada ao lado de Charles Vess.

Sou um grande fã dos seus trabalhos literários e de certo modo, “os mundos que invento” em princípio, tiveram influencia da escrita dele. Até que chegou o dia, que tive “bagagem literária” para alçar vôos únicos. A entrevista transcrita abaixo, leva a uma reflexão sobre esse estado de mutação que o escritor iniciante deve viver, para sentir se realmente ele será um ESCRITOR de verdade!

Passo a palavra ao grande mestre das letras fantásticas Neil Gaiman :)  

Texto transcrito e traduzido livremente de entrevista com o autor Neil Gaiman dada ao The Nerdist Podcast.


The Nerdist Podcast: Eu sei que você precisa terminar em um segundo, só quero te fazer mais uma pergunta, como um dos grandes escritores em nossa cultura e também como alguém que trabalhou com Alan Moore. Eu sei que temos muitas pessoas que são escritores ou trabalham com criação que ouvem o nosso podcast. Existe alguma forma de sintetizar um pouco do seu processo de escrita ou algo que você tenha aprendido, algo que você considere importante. Você constantemente ouve essa pergunta das pessoas, algo como: “Sou um jovem escritor, você tem algum conselho, o que eu faço?” Eu sei que é uma pergunta impossível de responder mas…

Neil Gaiman: Não, não, você quer saber minha resposta para isso? Eu posso responder.

Você escreve todo dia, ou você só escreve quando está inspirado? O que você aprendeu?

Duas estradas & o bosque amarelo

Duas estradas separavam-se num bosque amarelo,
Que pena não poder seguir por ambas
Numa só viagem: muito tempo fiquei
Mirando uma até onde enxergava
Quando se perdia entre os arbustos;

Depois tomei a outra, igualmente bela,
E que teria talvez maior apelo,
Pois era relvada e fora de uso;
Embora, na verdade, o trânsito
As tivesse gasto quase o mesmo,

E nessa manhã nas duas houvesse
Folhas que os passos não enegreceram.
Oh, reservei a primeira para outro dia!
Mas sabendo como caminhos sucedem a caminhos,
E duvidava se alguma vez lá voltaria.

É com um suspiro que conto isto,
Tanto, tanto tempo já passado:
Duas estradas separavam-se num bosque e eu -
Eu segui pela menos viajada,
E isso fez a diferença toda.

Robert Frost (1874-1963)

15 Reflexões sobre um caminho consciente.

Na vida temos sempre, situações que refletem um ponto de impacto. Ou o curso da vida segue! Ou fica estagnado, inerte!

Essas simples frases, podem gerar um “mantra” existencial interessante, se queremos reavaliar nossos caminhos.

Seguem elas! Namas tê ;)

1- Não crie expectativas.

2- Viva o desapego e a presença.

3- Acima de tudo, evite falar de si mesmo.

 4- Mantenha olhos e ouvidos abertos, e boca quase sempre fechada.

 5- Não admire nada exageradamente.

6- Seja paciente. A paciência é o único meio de fazer com que coisas ruins não piorem.

7- Ajude quem você acredita não conseguir ajudar.

 8- Ande em um caminho que não é seu.

9- Manifeste habilidades que não lhe pertencem.

10- Tenha uma meta que só as próximas gerações conseguirão atingir.

11- Siga os conselhos que daria e apenas ofereça seu exemplo.

12- Cultive um corpo relaxado e uma mente sem tantas aflições, é com eles que você vai viver toda e qualquer experiência até a morte.

13 – Coma bem, durma bem, ande devagar e olhe a paisagem.

14- Abra espaços nos quais outros possam igualmente avançar.

15- Vá a lugares e faça coisas que te assustam.

Reflexão sobre a beleza

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“Você conhece uma moça tímida e despretensiosa.

 Se lhe disser que ela é linda, a moça vai achá-lo muito gentil, mas não acreditará nas sua palavras. Ela sabe que a beleza está no seu jeito de olhá-la(…) E. às vezes, isso é o bastante(…)

Mas existe uma maneira melhor.

 Você lhe mostra que ela é linda. Faz de seus olhos um espelho, de sua mãos, uma prece no corpo dela. É difícil, dificílimo, mas, quando ela realmente acreditar em você, de repente, a história que ela conta a si mesma em sua cabeça se modifica. A moça se transforma.

 Deixa de ser vista como bonita. Torna-se bonita ao ser vista.”

Por Kvothe 

( Livro O Nome do Vento. Autor Patrick Rothfuss)

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