Aprenda a contar o máximo com o mínimo.

Essa é uma das lições que Alice vieira aprendeu na sua carreira como jornalista. A escritora portuguesa acredita que sua profissão teve grande influência na forma como ela constrói suas histórias de ficção.

No vídeo abaixo, ela fala da sua visão sobre escrita criativa e dá várias dicas práticas para quem está começando.

Uma reflexão para os aspirantes!

Recomendo ler “A torre negra volume 1”

Aproveitando que hoje é o dia internacional do livro, inicio hoje no blog minha indicações de leitura de livros tantos de ficção quanto os de não-ficção. Nesse primeiro post, não tinha como mencionar uma das grandes séries do “Rei”, Stephen King.

E qual seria?

Começando com uma história curta aparecendo em The Magazine of Fantasy and Science Fiction em 1978, a publicação da obra épica de Stephen King de fantasia – o que ele considera ser um único romance de comprimento e sua magnum opus – já dura um quarto de século .

Situado em um mundo de circunstâncias extraordinárias, cheias de imaginação visual deslumbrante e personagens inesquecíveis, a série A Torre Negra é feita de foma visionária! Uma mistura mágica de ficção científica, fantasia e horror que pode muito bem ser a sua maior conquista.

No Volume I lemos… Continuar lendo Recomendo ler “A torre negra volume 1”

O Poder do Mito

 

”Dizem que o que todos procuramos é um sentido para a vida. Não penso que seja assim. Penso que o que estamos procurando é uma experiência de estar vivos, de modo que nossas experiências de vida, no plano puramente físico, tenham ressonância no interior do nosso ser e da nossa realidade mais íntimos, de modo que realmente sintamos o enlevo de estar vivos…” – Joseph Campbell

Na verdade, espiritualidade requer que você vá para seu interior e aceite o que encontrar, independente do que seja. Nem tudo o que encontrará será bom ou belo. Mas, enfrentar a si mesmo é um estágio importante para encarar a verdade. E lendo os livros e estudos do renomado professor, escritor e especialista em mitologia e religião comparada, Joseph Campbell, sobre a religiosidade e suas várias facetas, entendemos a “espiral” que pode ser “a verdade”.

Tanto nos meus estudos como escritor (O observador que vos fala), lendo a “Jornada do Herói” para entender o processo criativo que arrebata pessoas no mundo inteiro nos livros de ficção e fantasia, aos estudos que faço como ocultista que me levam a incríveis reflexões nos livros “O poder do Mito” e “As máscaras de Deus” (e seus volumes) me rendo a genialidade desse homem.

Para entender melhor, caro amigo e leitor, convido-o a ver as últimas entrevistas deste que foi um dos gênios do século XX, pouco antes de falecer em 1987. Seja bem vindo ao mundo incrível e “re-descoberto” por de Joseph Campbell. Cuidado pois tudo que acreditava ser as bases de suas crenças podem “ruir”.

O legado de Campbell para a humanidade é inestimável e os que assistirem as entrevistas e refletirem em suas declarações irão compreender em seus corações e mentes.

Mas digo pra melhor muito MELHOR!

Os livros escritos por Campbell e detalhes vocês consegue aqui.

Bom filme! 😉

O Poder Do Mito, por Joseph Campbell

Entrevista com Joseph Campbell (1904-1987), mitólogo norte-americano, feita pelo jornalista Bill Moyer.

Os estudos independentes de Campbell levaram-no a uma análise profunda das ideias do psicólogo Carl Jung e de Sigmund Freud. Altamente influenciado pela psicnálise jungeriana, Campbell escreveu ,em 1949, o livro The Hero with a Thousand Faces (“O Herói de Mil Faces”) . A entrevista é dividida em 6 temas:

1º A Mensagem do Mito — Campbell compara a história da criação de Gênesis com as histórias de criação no mundo de outras culturas

.

2º: A Saga do Herói — Muito antes dos cavaleiros medievais se encarregarem de matar dragões, os contos de aventuras heróicas já faziam parte de todas as culturas mundiais. Campbell nos desafia a ver a presença de uma jornada heróica em nossas vidas. Continuar lendo O Poder do Mito

Deixar ir embora

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário….
Perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos.
Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas possam ir embora.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: Diga a sí mesmo que o que passou jamais voltará.

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo…
– Nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Encerrando ciclos, não por causa do orgulho, por incapacidade ou por soberba…
Mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais em sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.
Quando um dia você decidir a pôr um ponto final naquilo que já não te acrescenta.
Que você esteja bem certo disso, para que possa ir em frente, ir embora de vez.

Desapegar-se, é renovar votos de esperança de sí mesmo,
É dar-se uma nova oportunidade de construir uma nova história melhor.
Liberte-se de tudo aquilo que não tem te feito bem, daquilo que já não tem nenhum valor, e siga, siga novos rumos, desvende novos mundos.

A vida não espera.
O tempo não perdoa.
E a esperança, é sempre a última a lhe deixar.

Então, recomece, desapegue-se!

Ser livre, não tem preço!

por Fernando Pessoa

Habitando dois mundos.

Habitamos no mundo físico, mas ao mesmo tempo, sendo que nós só podemos experimentar verdadeiramente nossa percepção desse mundo, parece que na realidade nós também vivemos em um mundo de pura consciência e idéias. E me surpreende que os territórios existentes neste espaço mental sejam compostos apenas de idéias e conceitos. Em vez de ilhas e continentes existem sistemas de crenças e filosofias. O marxismo pode ser uma ilha. As religiões judaico-cristãs podem constituir outras terras ou continentes. As mentes humanas interagem, embora debilmente, de forma limitada, com cada espaço-ideia a cada momento do dia apenas para conduzir nossas vidas diárias. Se você quer idéias realmente originais, se você é um artista ou um inventor ou alguém que trabalha com idéias originais e novas, deve mergulhar em linha reta na base, na noosfera profunda para encontrar as idéias que nunca foram pensadas antes. Se assumirmos que o espaço-idéia, ou algo assim existe, então podemos decidir que queremos explorar esse espaço; sejam por razões artísticas, ou talvez por razões científicas, ou talvez como magos, como ocultistas. Agora, se estamos por nos aventurar neste território hipotético e mais ou menos desconhecido, parece sensato testar e Continuar lendo Habitando dois mundos.