Uma história de morte que traz vida.

Brincadeira tá! Justamente no último dia do ano, cai de “pára-quedas” uma indicação de uma amigo pelo facebook para um leitura de uma HQ memorável. Poxa vida! Mas o último dia do ano é pra passarmos com amigos e parentes, juntos com promessas de um ano novo melhor!

Bem, basicamente é o que estou fazendo neste momento comigo mesmo, apenas comigo. É um momento em que todos precisam mesmo. Cada pessoa que tiver oportunidade de passar e pensar estando apenas consigo mesmo precisa disso!

Não é um paradoxo não, pessoal! Digo em um “certo momento da vida”…

E esse agora é o meu.

Tanto que sintetizo as palavras de um amigo “ocultista”, que diz muito sobre a jornada que cada um de nós devemos percorrer. Se é que queremos vencer a “MATRIX”, ou “MAYA”(véu da ilusão) ou como você queria acreditar que seja esse estado de ilusões em que vivemos.

Diz assim : “Não há Conhecimento mais importante, Poder maior ou Milagre mais impressionante do que conhecer a si próprio, ter Poder sobre si mesmo e tornar-se um ser humano melhor. Ao invés de tentar dobrar a colher, realize a verdade. É você mesmo quem dobra.”

 Daytripper adota essa perspectiva.

Acho que divaguei demais e esqueci do assunto desse post!  Hoje vou falar sobre a HQ, Daytripper.

No trato das grandes questões existenciais, distinguem-se pelo menos duas abordagens possíveis. A primeira é Continuar lendo Uma história de morte que traz vida.

Escrever e a agonia.

Escrever é um suplício para quem gosta de escrever. E para quem leva a sério o ofício de escrever. Não acreditem em quem diz o contrário.

Paris pode ser uma festa. Escrever não é uma festa. Não é, sequer, um ato prazeroso.

Dá prazer ler um texto bem escrito. Fazê-lo não dá prazer. Dá trabalho.

Escrever não é um dom que se tem. É uma habilidade que se adquire como qualquer outra habilidade.

Entrei em crise quando li o colombiano Gabriel García Márquez pela primeira vez ali pelos idos de 70. A leitura de “Cem Anos de Solidão”, o romance de estréia dele, deixou-me confuso.

Parei de escrever durante quase seis meses depois de ter me deslumbrado com a descrição do momento em que o velho coronel Aureliano Buendia descobriu o gelo, e com o relato da ascensão aos céus de Remédios, a bela, envolta num imaculado lençol branco.

Se era possível ler com naturalidade que borboletas amarelas sempre precediam às aparições do namorado de uma das filhas de Buendia, e se era possível a um escritor extrair tanta beleza do simples ato de alguém tocar uma pedra de gelo pela primeira vez, bem… tudo que eu lera até então envelhecera de repente. Tudo.

E aqueles contos, ou esboços de conto ou ainda fiapos de contos que guardava no fundo de um baú herdado da minha bisavó, estavam condenados a permanecer ali para sempre. Como de fato permanecem até hoje.

Não existe uma receita única para que se escreva bem. Na verdade, não existe receita alguma. Pode-se dizer, como disse Samuel Johnson, que “o que é escrito sem esforço geralmente é lido sem prazer”. Pode-se dizer também, como disse Miguel de Unamuno, que “só escreve claro quem concebe claro”.

De García Márquez, por exemplo, não se dirá que é um escritor econômico de palavras. Nem se dirá o mesmo de Jorge Amado.

Graciliano Ramos, autor de “Vidas Secas”, esse, sim, economizou todas as palavras que pôde economizar. Torturava-se sem piedade quando se debruçava sobre uma folha de papel em branco.

Graciliano reescrevia suas histórias de maneira obsessiva. Cortava parágrafos inteiros, amputava tudo que fosse dispensável, barrava a entrada no texto de qualquer adjetivo, até que sua prosa parecesse tão esquálida, tão enxuta, tão árida quanto os personagens que lhe davam vida.

O modelo de texto que pede o jornalismo está mais para o despojamento de Graciliano do que para o excesso de espuma e de fogos de artifício de Jorge Amado.

Enfim, coitados dos que se devotam a escrever e sonham em fazê-lo bem. Todos os pecados lhes deveriam ser perdoados.

Fonte: Jornal O Globo – 12/30/2011 O suplicio de escrever.

O medo leva a conquista.

Todo guerreiro ja ficou com medo de entrar em combate.
Todo guerreiro já perdeu a fé no futuro.
Todo guerreiro já trilhou um caminho que não era dele.
Todo guerreiro já sofreu por bobagens.
Todo guerreiro já achou que não era guerreiro.
Todo guerreiro já falhou em suas obrigações.

Todo guerreiro já disse “SIM” quando queria dizer “NÃO”.

Todo guerreiro já feriu alguém que amava.
Por isso é um guerreiro; porque passou por estes desafios, e não perdeu a esperança de ser melhor do que era.

Paulo Coelho 

Agora deixo vocês com um vídeo inspirador do filme “O gladiador” com a trilha tema interpretada pela ótima Enya! :)

Recomendo o livro “O Nome do Vento”

O dia Internacional do Livro é comemorado nesta segunda-feira (23). E para comemorar nada melhor que indicar um “ótimo livro”, aguçando assim a imaginação e gosto pela leitura.

“Quando criança, raramente pensamos no futuro. Essa inocência nos deixa livres para nos divertirmos como poucos adultos conseguem. O dia em que nos inquietamos com o futuro é aquele em que deixamos a infância para trás. (pág. 84)”.

“Chamo-me Kvothe. Resgatei princesas dos túmulos de reis adormecidos, incendiei Trebon. Passei a noite com Felurian e parti com a sanidade e com a vida. Fui expulso da Universidade na idade em que a maioria dos alunos é admitida. Percorri caminhos ao luar que outros receiam nomear durante o dia. Conversei com deuses, amei mulheres e compus canções que fazem chorar os trovadores. É possível que me conheçam.” 

O texto acima é do livro de fantasia do escritor “estadunidense” Continuar lendo Recomendo o livro “O Nome do Vento”